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Este trabalho apresenta uma análise empírica do setor de infraestrutura brasileiro no período 1950/95. Concentra-se na estimação das elasticidades do produto e da produtividade em relação ao capital e ao investimento em infraestrutura desagregados em cinco setores (energia elétrica, telecomunicações, ferrovias, rodovias e portos), bem como e relação a medidas físicas de estoque de capital. Investiga também o sentido de causação entre capital de infraestrutura e PIB e entre capital de infraestrutura e produtividade total dos fatores (PTF). Os resultados obtidos confirmam para o Brasil a existência de forte relação entre infraestrutura e produto no longo prazo. As nossas estimativas para a elasticidade-renda de longo prazo situam-se entre 0,55 e 0,61, sendo que os setores que influenciam mais intensamente o PIB são os de energia elétrica e transportes. As estimativas de longo prazo da elasticidades da PTF em relação ao capital em infraestrutura são também altas e bastante significativas, da mesma forma que o impacto das medidas de estoque físico de capital sobre o PIB.
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