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Desde os anos 70, a população de idosos cresceu em termos proporcionais, mais do que qualquer outra faixa etária no Brasil. Mas, ainda a sociedade banaliza o tema sexualidade na terceira idade e os próprios idosos convivem com falsos mitos e tabus, adquiridos pela educação repressora recebida no passado. O presente estudo teve como objetivo investigar os conhecimentos das idosas do grupo “Ande bem com a Vida”, a respeito de sexualidade, conhecimento e prevenção de DST/AIDS. Como processo metodológico, os pesquisadores utilizaram o método da pesquisa descritiva de abordagem qualitativa. A partir dos dados coletados nas entrevistas semiestruturadas, observou-se que a maioria das idosas considera sexualidade e ato sexual sendo sinônimos. A pesquisa mostrou ainda que quase todas as mulheres entrevistadas afirmaram ser possível ter uma vida sexual ativa e saudável na terceira idade. Entretanto, o dado mais preocupante foi em relação à utilização de preservativo após os 50 anos, pois nenhuma das entrevistadas utiliza esse método. Hoje, o modo com que essas idosas encaram sua sexualidade é reflexo da educação repressora recebida no passado, e tendo como consequência muitas dúvidas, medos e preconceitos a respeito desse tema, fazendo com que não usufruam de sua sexualidade nesse momento da vida. Logo, a pesquisa mostrou a necessidade de levar informações sobre sexualidade a essa faixa etária, o que permitirá a aquisição de conhecimento sobre o assunto, acabando com os mitos, tabus e informações errôneas.
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