Foi desenvolvido um estudo de levantamento com 4.300 brasileiros - 1.550 homens e 2.750 mulheres (de 13 a 18; 19 a 24; 25 a 34 e 35 a 45 anos de idade). Os objetivos foram: a) ava¬liar dimensoes de significado associadas aos conceitos O Ve¬lho e Quando Eu For Velho Eu Serei, bem como atitudes frente a velhice; b) avaliar a qualidade e a intensidade des¬ses eventos mediadores; c) avaliar relacoes entre os signifi¬cados e atitudes, e com as variaveis sexo, idade, nivel de escolaridade e regiao geografica de residencia dos sujeitos; d) avaliar o criterio de categorizacao etaria utilizado pelos informantes em relacao a velhos, bem como suas relacoes com os significados e atitudes encontrados e as variaveis dos sujei¬tos. Os dados foram coletados por intermedio de uma Escala Diferencial Semântica (Neri, 1986) avaliando os conceitos 0 Velho e Quando Eu Ficar Velho Eu Serei; o Inventario Sheppard de Atitudes de Pessoas Nao-Idosas, Em Relacao a Velhice (Sheppard, 1980), e uma pergunta sobre categorizacao etaria. Os resultados foram: a) A analise fatorial sobre os dados de O Velho resultou numa estrutura de 5 fatores: 1. Instrumentalidade-Ineficacia; 2. Autonomia – Dependencia; 3. Valorizacao-Desvalorizacao; 4. Desejabilidade-Rejeicao e 5. Adaptacao-Desadaptacao; b) Os dois primeiros fatores explicaram a variância dos significados de Quando Eu Ficar Velho Eu Serei; c) Os sujeitos foram significantemente mais positivos ao avaliar este conceito do que o primeiro; d) A analise fatorial das atitudes frente a Velhice revelou 4 fatores: 1. E possivel ser feliz na velhice; 2. A prenuncia dependencia, morte e solidao; 3. E melhor morrer cedo do que sen¬tir a angustia e a solidao da e 4. A permite sentimentos de integridade. Os sujeitos apresentaram em geral, atitudes positivas, mas mais acentuadas nos fatores lei do que em 2 e 3; e) nao foram encontradas correlacoes entre os significados de velho, velhice pessoal e velhice; f) cer¬ca de 65% dos sujeitos, independentemente de sua idade, sexo, nivel de escolaridade e regiao geografica de residencia, localizaram o inicio da aos 60/70 anos; cerca de 30% a classificaram como um estado de espirito, e os demais entre 30 e 50 anos; g) nao foram encontradas correlacoes estatisticamente significantes entre as variaveis dos sujeitos e os significados. Os dados foram interpretados a luz dos seguintes principios: a) os significados (e atitudes) sao aprendidos, ao lon¬go da historia interacional do individuo, em contato com o ambiente socio-cultural. Seu potencial avaliativo, reforcador e diretivo faz deles importantes mediadores de comportamentos abertos frente a idosos, a pessoal, a enquan¬to categoria etaria, e era relacao ao auto-conceito; b) nesse contexto, as formulacoes cientificas e a atuacao de profissionais que lidam com sao importantes determinantes de predisposicoes individuais e sociais em relacao ao velho e a velhice; c) significados (e atitudes) sao eventos multidimensionais; d) o desenvolvimento humano, da infância a velhi¬ce e um processo continuo. A experienciacao de descontinuida¬de e fruto de variaveis de contexto, e nao de rupturas natu¬rais desse processo ou da mera passagem do tempo e) idealmen¬te, quaisquer providencias educacionais em favor do Humano, de veriam levar em conta esses principios, e incentivar conheci¬mentos, habilidades e atitudes coerentes com eles. Abstract
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