No open-access location is known for this record yet.
No open-access location is known for this record yet.
Primeiro, a edição: Junto com o catálogo da UFMG, os catálogos da UNESP e o da UnB seguem oferecendo produtos de alta qualidade em meio à rarefação acadêmica que nos oprime.Convém prestar atenção também na pequenina EDUSC / Bauru.Na formação social brasileira, a hipocrisia parece não ter limites: para muitos, desigualdade passou a ser assimetria.Sim, no âmbito da lingüística, a semântica continua plenamente ideológica.Em 2003, com A construção social da subcidadania: para uma sociologia política da modernidade periférica (UFMG/IUPERJ), Jessé Souza, dentre outros contributos, desmascarou o esvaziamento do conceito de cidadania, usado e abusado pela direita e seus marqueteiros.A modernização conservadora em curso foi enunciada no governo do príncipe dos sociólogos (eixo USP/Higienópolis/Paris). Entre 1994 a 2002, anos da institucionalização da novilíngua (assimetria por desigualdade et coetera).Era apenas a primeira etapa.Nesta segunda, conduzida por ex-sindicalistas, foi ampliado e institucionalizado o assistencialismo improdutivo (alerta da CNBB, 1º.semestre 2006).Um dos efeitos mais deletérios da nossa modernização conservadora é a carência de um número signi!cativo de novos postos de trabalho.Continua-se a ocultar e minimizar as desigualdades sociais e políticas.No campo da linguagem, as metáforas futeboleiras substituíram o palavrório pomposo e vazio da etapa anterior.Contra tudo isso, Jessé Souza e equipe nos entregam o resultado de 10 anos de pesquisa: o recém-publicado A invisibilidade da desigualdade brasileira.Para delimitar o campo teórico, sugiro aos leitores começar pelo !nal: "Somos desiguais?A propósito de Jessé Souza e Roberto DaMatta", por Diogo Corrêa.Que ninguém se engane: enquanto matriz discursiva, esse DaMatta "da mídia" tem tudo a ver com a produção dos acadêmicos hegemônicos.Não podemos nos olvidar daquele sociólogo uspiano (ex-ministro de FHC) que decretou "o !m da luta de classes".Dos 12 artigos do livro, Jessé Souza (doravante JS) assina os 5 primeiros."A gramática social da desigualdade brasileira" é fulminante.Ao falar da desigualdade naturalizada, ele se refere a 2 séculos de modernização, marco temporal preciso: em 2008, vai entrar em cartaz Duzentos anos da chegada da família real portuguesa.Sem esse marco de longa duração, !ca difícil entender porque o chamado "governo de coalizão petista" tanto se parece com seu antecessor.Nos 5 artigos assinados por JS, destaque para o "moinho da auto-indulgência", verdadeiro esporte nacional (p.10).A "glori! cação do oprimido" continua a render, seja como pecúnia, seja como anestesia social ou até como promessa de paraísos.
Loading…
Stored only when both papers are in the corpus — 207 citations exist upstream.
Imported from OpenAlex (CC0) — nothing here is generated.