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O presente artigo pretende discutir relações possíveis entre arte, estética e formação docente em qualquer área de conhecimento, a partir de experiências realizadas nas disciplinas de Didática de cursos de licenciatura e provocações advindas de produções artísticas diversas tais como a obra “As meninas”, de Diego Velázquez ou a exposição “Cuide de você”, de Sophie Calle. Ao pensarmos se arte e experiência estética podem alimentar a constituição da docência ou se é possível encontrar espaços de criação na docência da Educação Básica, acredita-se na potencialidade que a arte, e em especial a arte contemporânea, tem para desalojar os nossos modos mais seguros com os quais pensamos nossas atividades docentes: planejamentos, metodologias e estratégias de ensino, modos de avaliar e registrar. Na medida em que se percebe o quanto a docência está imersa em um discurso pedagógico prescritivo e sensato, e se deixa impregnar pouco pelas provocações que a arte pode nos trazer, um dos principais propósitos do artigo é, com a parceria teórica de Michel Foucault e Friedrich Nietzsche, potencializar o pensamento sobre a nossa própria capacidade de reinventar a docência e seus processos de formação, os tornando, de algum modo, “obras de arte”.
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