No open-access location is known for this record yet.
No open-access location is known for this record yet.
Os trabalhadores da construção civil destacaram-se durante a belle époque como um grupo chave na organização do movimento operário em cidades como Santos, Rio de Janeiro e São Paulo. Santos, na época o “porto do café”, caracterizavase como um lugar estratégico para a economia brasileira, elo sensível pelo qual esta ligava-se ao mercado internacional. O crescimento da cidade portuária e as obras do saneamento urbano foram responsáveis pela “febre das construções” do final do século ao início da Primeira Guerra Mundial. Estuda-se aqui as dificuldades que os trabalhadores da construção civil passaram a encontrar nos anos da guerra. Ao lado da escassez de trabalho e da perda de direitos conquistados nos anos anteriores, os operários do setor tiveram que lidar com uma nova política patronal, sob a liderança de Roberto Simonsen, engenheiro e diretor da Companhia Construtora de Santos, e de alguns outros grandes construtores, que buscaram redefinir as formas de enfrentamento com os trabalhadores e seus sindicatos. Os conflitos verificados nessa conjuntura ocorreram, fundamentalmente, em torno de dois elementos que estruturavam as bases do histórico poder de barganha da categoria: o controle do mercado de trabalho por meio de suas organizações e a sua relação com os mestres de obras e pequenos construtores da cidade.
Loading…
Stored only when both papers are in the corpus — 5 citations exist upstream.
Papers that cite the same references — the relational fallback while embeddings are still backfilling.
Imported from OpenAlex (CC0) — nothing here is generated.