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Objetivo: Descrever as características sócio-demográficas e clínicas de vítimas de violência sexuale sua associação com o tempo decorrido entre a agressão sexual e a chegada ao serviço desaúde. Método: Estudo retrospectivo de 439 casos de mulheres vítimas de agressão sexual,atendidas por serviço público de São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil, no período de 2000a 2007. Resultados: De 439 pacientes incluídas, 374 chegaram antes de 72 horas ao hospital.A média de idade foi de 24,5 anos; 45,1% cursava ou havia concluído o segundo grau. A penetração vaginal foi a ocorrência mais comum, sendo exclusiva em 43,9% dos casos, enquantoque a associação desta com penetração anal ou oral ocorreu em 31,4% dos casos. Foram estatisticamente significantes para a chegada após 72 horas da agressão: a ausência de traumanão genital (OR = 2,58; IC95%: 1,04; 6,38), a não realização de denúncia policial (OR = 2,74; IC95%: 1,58; 4,78) e o agressor conhecido (OR = 0,51; IC95%: 0,28; 0,96). Conclusões: Otraumatismo não genital e a denúncia policial foram protetores para as vítimas, trazendo-as aohospital dentro das primeiras 72 horas após a ocorrência; já o agressor conhecido foi fatordeterminante no atraso à chegada ao serviço de saúde. Políticas públicas para capacitação,divulgação e integração entre os setores envolvidos na abordagem deste tipo de violência podemreduzir as complicações dela decorrentes.
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