Partindo da noção de "experiência", tal qual proposta por Godfrey Lienhardt no início dos anos 60, este artigo pretende discutir a natureza da perspectiva antropológica a partir da relação entre os saberes que os antropólogos manuseiam e aqueles das pessoas com as quais trabalham. Trata-se, fundamentalmente, de demonstrar que o ponto central do empreendimento antropológico é a construção de "teorias etnográficas", construções que não se confundem nem com as "teorias nativas", nem com possíveis "teorias científicas".
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