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Coletânea organizada por Ester Limonad, Rogério Haesbaert e Ruy Moreira, Brasil, século XXIpor uma nova regionalização?Agentes, processos e escalas é o resultado de um encontro de pesquisadores e especialistas da organização do espaço contemporâneo.Do começo ao fim somos convocados a repens.ara incorporação das variáveis do período nas diversas regiões brasileiras e a abandonar interpretações simplistas ou portadoras da força das idéias consolidadas.O mundo mudou, o Brasil mudou e estamos perante o desafio de encontrar esquemas interpretativos que sejam coerentes com a nossa época.A regionalização, como forma de análise e como forma de ação política, é posta em questão, nas suas definições e nos seus instrumentos.Duas regiões brasileiras, sobretudo, ficam sob a lente desses estudiosos: a Amazônia e o Sudeste, porém sem prejuízo da totalidade que é, permanentemente, um ponto de partida e um ponto de chegada das reflexões.Correspondente à conferência de abertura, o texto de Bertha Becker chama a atenção sobre a formação de ilhas dinâmicas que alteram as antigas regiões e o papel do Estado e do planejamento territorial.Por essa razão, as macro-regiões já não constituem unidades aptas para as políticas de desenvolvimento.Se o Estado, em parceria com capitais internacionais, foi importante na constituição de redes na Amazônia, hoje, esses mesmos capitais estabelecem formas de cooperação com as populações tradicionais.Eis um dado novo numa região plena de especificidades, que conhece novos processos e agentes operando em escalas diversas.É o momento de implementar uma quarta revolução tecnológica para o bioma da floresta ama-
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