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As empresas não são ilhas que actuam de forma independente do meio que as rodeia. As relações que estabelecem com outros actores permitem aceder a recursos e competências que condicionam a sua estratégia e desempenho. A teoria aponta para ganhos das empresas associados aos recursos raros e inimitáveis existentes em “clusters” que advêm do conhecimento tácito, complexo e específico aí existente. Tendo por base a teoria dos recursos e a teoria de “clusters” e distritos industriais, este artigo averigua se a partilha de recursos no “cluster”, bem como a posição da empresa no “cluster”, influenciam o desempenho da empresa. O estudo empírico decorreu no “cluster” de calçado que abrange quatro concelhos vizinhos no norte de Portugal. A recolha de dados foi efectuada através de questionário, tendo- se obtido uma amostra de 159 empresas produtoras de calçado. Os resultados sugerem que a troca e combinação de recursos no “cluster” bem como a posição da empresa no “cluster” têm impacto positivo no desempenho das empresas. Contrariamente, a existência de uma reputação comum parece apenas ser valorizada pelas empresas de desempenho relativamente baixo, eventualmente, com a expectativa de obter ganhos de desempenho futuros. Estes resultados sugerem ainda que a estratégia das empresas deve atender mais à forma como elas gerem a sua posição num “cluster” do que à troca e combinação de recursos.
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