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A tese apresenta uma investigação acerca da história do teatro brasileiro, nas primeiras décadas do século XX, tendo-se em mente a maneira contrariada com que foram recepcionadas as experiências modernas sonhadas por uma geração de autores, tais como Renato Vianna, Flávio de Carvalho e Oswald de Andrade. Através dos estudos da estética da recepção, especialmente os textos desenvolvidos por Hans Robert Jauss, que dão ênfase ao aspecto histórico da recepção artística, a pesquisa busca compreender como esses autores respondiam aos desafios e questões pertinentes ao horizonte de expectativa de seu tempo. A recusa, como marca de recepção desses experimentos artísticos, não desqualifica a presença da renovação moderna na atividade teatral, ao contrário, os empecilhos encontrados pelos artistas para o desenvolvimento pleno de suas investigações cênicas a falta de compreensão dos críticos para a análise de encenações modernas, as avaliações feitas a partir de critérios retrógrados, o mal estar provocado entre artistas e produtores, assim como os órgãos especializados em controle e censura que acompanhavam as atividades artísticas - explicitam a efetividade dessas experiências artísticas, e atestam o enfrentamento travado com regras e normas estabelecidas, que constituíam o horizonte estético do período.
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