Este artigo se propõe a explorar o legado de pensadores como Clastres e Lévi-Strauss para a teoria etnológica, em geral, e a recente reformulação do paradigma que subjaz ao renovado interesse em artefatos e grafismos entre os ameríndios, em particular. Partindo do material kaxinawa, o artigo propõe reflexões sobre a possibilidade de se pensar a relação entre a filosofia política ameríndia e seus regimes de figuração ou fuga da figuração. Explorase a possibilidade de existir uma “arte de sociedades contra o Estado” e sua possível relação com uma tendência não representativista. Exploramos igualmente a estreita relação entre o legado clastriano e levistraussiano e a recente caracterização das ontologias ameríndias como perspectivistas e animistas.
Stored only when both papers are in the corpus — 36 citations exist upstream.
Imported from OpenAlex (CC0) — nothing here is generated.