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O objetivo deste trabalho é investigar se os gestores de fundos de ações ativos tiveram habilidade superior de seletividade em relação ao equilíbrio de mercado e aos fundos passivos no Brasil. Para isso, foram analisadas séries mensais de retornos líquidos e de estimativas de retornos brutos de 626 fundos de ações, no período entre janeiro de 1996 e outubro de 2006 . A metodologia adotada foi a análise do sinal e significância da constante alfa da regressão dos retornos em excesso dos fundos em relação aos fatores propostos por Cahart (1997). Encontraram-se evidências de que um número significativo de fundos de ações ativos explora anomalias conhecidas, como tamanho, razão entre valor contábil e valor de mercado do patrimônio líquido e momento. Os resultados indicam que apenas 4,6% dos fundos ativos apresentaram alfa significativamente positivo quando se analisa retornos líquidos, e em média os alfas dos fundos ativos não são significativamente diferentes dos fundos passivos. Quando são considerados os retornos brutos, o número sobe para 9,9%, e os alfas dos fundos ativos são em média significativamente mais altos do que dos fundos passivos. Essa evidência está de acordo com a versão de eficiência de mercado de Jensen (1978), segundo a qual o preço dos ativos reflete as informações existentes até o ponto em que os benefícios marginais do uso das informações (lucros a serem realizados) não excedem os custos marginais.
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