Meus colegas de Crusp e cotidiano -Aldair Carlos, Lena de Castro, Sara Freitasme socorreram em horas de solidão.Francisco Xavier me instruiu sobre língua quimbunda.Daniel Afonso da Silva pôs emoção na história de minha História.Erika Cavalcante, Jamilly Musse, Renata Diório, Vera Schmidt e Viviane Morais competiram com o carinho e com o amor de meus parentes e de meus pais nesta São Paulo tão distante de casa e de tudo.Para parafrasear o autor de Cem anos de Solidão teço a minha mais profunda gratidão ao povo da minha maloca.Meus avós, João Amaro e Alice Bello, falecidos, cuidaram de mim.Minha avó Elizia rezou pra mim.Minha tia China mandingou pra mim.Meus tios -Ovídio, Arismário, Reginaldo e Conceiçãogostaram de mim.Meus primos, Michel e Regiane, choraram por mim.Meus irmãos -Vando, Vaniléia e Valdinéiae meus sobrinhos -Charles e Níveaesperaram por mim.INTRODUÇÃO O passado deve ser visto como a circunstância condicionadora do presente.Não cremos que o presente possa ser "compreendido"no sentido de se explicarem as relações entre diferentes formas institucionais contemporâneassem referência ao passado. 1 No Brasil, o estudo dos amuletos africanos, salvo engano, só foi iniciado a partir do interesse dos pesquisadores brasileiros e estrangeiros em torno do episódio da Revolta dos Malês ocorrida na Bahia em 1835.Nina Rodrigues foi o pioneiro nestes estudos que abrangiam a religiosidade dos africanos.O autor perseguiu com afinco o objetivo de mostrar a "significação histórica" da revolta, observando que os escravos "sob o duro regime do cativeiro reconstruíram como puderam as práticas, os usos e as crenças da pátria longínqua."Para o autor, os talismãs usados na revolta, escritos em língua árabe remontavam, à origem dos Hauçás.Arthur Ramos, discípulo de Nina Rodrigues, estudou as religiões e cultos negros no Brasil de matriz "gêge-nagô".Defendeu a superioridade cultural destes povos da África Ocidental.Sua leitura do sincretismo religioso no Brasil é de cunho evolucionista: "resultante de uma mescla curiosa, na qual várias formas mythicas entraram em contacto, umas se fundindo a outras, as mais adiantadas absorvendo as mais atrazadas, originando uma verdadeira symbiose." 2 Ramos explicou que os talismãs usados eram frutos da teologia rudimentar aprendida por esses negros na África: "esses talismans, mandingas ou amuletos eram, na sua maior parte, fragmentos ou versetos do Alcorão, escriptos em caracteres árabes, num pedaço de papel, pequenas taboas, ou em outros objectos que elles guardavam como gris-gris."3 Laura de Mello e Souza, na década de 1980, trouxe a mais importante contribuição para o estudo das mentalidades e da religiosidade popular no Brasil colônia:.
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