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A partir da observação do funcionamento da oficina terapêutica 'expressiva' em um centro de atenção diária, busca-se discutir o valor do trabalho de criação de objetos por pacientes psicóticos e sua possível função de enlaçamento para o sujeito, seja pelo reconhecimento artístico ou não. Visamos analisar nas oficinas terapêuticas seus possíveis modos de funcionamento e o papel do oficineiro. O trabalho singular do psicótico é uma tentativa de se descolar da posição de objeto do Outro, que o caracteriza. Questionamos se a oficina seria um espaço no qual o psicótico poderia lidar com os excessos do gozo, em um fazer criativo com suportes materiais, podendo favorecer um trabalho ao nível da articulação significante. Diferenciando a criação artística, e seu lugar no contexto da cultura, das invenções na psicose, procura-se, à luz da psicanálise lacaniana, tomar a invenção com as sobras a partir da letra como suporte material, visando à estabilização do sujeito.
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