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OBJETIVO: verificar a prevalência de alterações na aquisição do sistema fonológico, quanto ao sexo e faixa etária e identificar os processos fonológicos mais utilizados pelos escolares com alterações fonológicas. MÉTODOS: análise de registros de triagens fonoaudiológicas realizadas em 1076 alunos do 1º ano do ciclo I, com idades entre 7;0 e 7;11 anos, divididos em 4 grupos de acordo com a faixa etária. RESULTADOS: a prevalência encontrada foi de 8,27%. Das crianças alteradas, 77% eram do sexo masculino. Comparando os grupos por faixa etária, o índice de alterações variou de 6,99% a 10,11%, não havendo diferenças estatisticamente significantes. Os cinco processos fonológicos mais utilizados entre as crianças com alteração fonológica foram, em ordem decrescente: Simplificação do Encontro Consonantal (60,67%), Simplificação de Líquidas (47,19%), Ensurdecimento de Fricativas (22,47%), Ensurdecimento de Plosivas (19,1%) e Eliminação de Consoante Final (11,53%). Houve diferença quanto ao uso dos processos comparando-se os sexos. CONCLUSÃO: a alta prevalência dos transtornos fonológicos em crianças de 7 anos de idade aponta a necessidade de programas de prevenção mais precoces. A ocorrência das alterações fonológicas foi maior no sexo masculino, com significância estatística. Comparando-se as faixas etárias abordadas, o índice de alteração não diminuiu conforme o aumento da faixa etária. Há diferenças entre os sexos, não somente quanto à prevalência da alteração como em relação ao uso dos processos, sendo os Processos de Ensurdecimento mais freqüentemente utilizados por crianças do sexo feminino.
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