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Essa obra, composta por 13 capítulos, é de autoria de pesquisadores participantes de dois grupos de estudos, a saber: Geerge (Grupo de Estudos de Educação e Relações de Gênero, ligado ao Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e Grecco (Grupo de Estudos sobre Cultura e Corpo, ligado ao Programa de Pós-graduação em Ciências do Movimento Humano da Universidade Federal do Rio Grande do Sul).Tendo como ponto de partida (e de chegada!) um artigo de jornal que estabelece relações entre o aumento do número de mulheres que trabalham fora do âmbito doméstico e o crescimento da obesidade na população norteamericana, Dagmar Estermann Meyer defende, no primeiro capítulo, o conceito de gênero como instrumento teórico e político para o estranhamento das desigualdades sociais, bem como um recurso para os educadores na medida em que possibilita a desnaturalização das verdades (incluindo as produzidas pelo discurso científico).Para sustentar esses argumentos, Meyer retoma o conceito de gênero sob o enfoque do feminismo pós-estruturalista, que compreende a linguagem como, para além de representação, produção de corpos femininos e masculinos.Nessa perspectiva, gênero é ferramenta para a desnaturalização, apontando para a polissemia de masculinidades e feminilidades que se articulam a muitas 'marcas' sociais como classe, etnia, entre outras.Finalmente, a autora exercita esse olhar tecendo questões no âmbito educativo, para então retornar à notícia com que abre seu texto, destacando como as pedagogias culturais podem, ao veicular determinadas 'descobertas científicas', mascarar suas condições de
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