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A incorporação da família como referência na política social brasileira reavivou o debate em torno do trabalho com famílias, que por muito tempo ficou relegado a segundo plano no âmbito do Serviço Social brasileiro.A secundarizaçao desses temasfamília e trabalho com famílias-tem sido atribuída, por um lado, às exigencias teóricometodológicas impostas para a consolidação da profissão nos marcos da teoría social crítica e, por outro, pela pecha de conservadorismo que marcaram essas temáticas no pós reconceituação.Por isso, impõe-se nesse momento o grande desafio de demarcar tanto o foco de estudo sobre familia que interessa ao campo do Serviço Social -enquanto profissão e área de conhecimento -, como a construção do debate em torno do trabalho com famílias ancorado nas premissas teórico-metodológicas da teoría social social crítica.Na tentativa de enfrentar esse desafio e se possível lançar alguma luz sobre a temática, esta apresentação se divide em três partes.Na primeira realiza-se uma breve contextualização da família como objeto de estudo e intervenção do Serviço Social.Na segunda busca-se demarcar algumas requisições para a orientação do trabalho com famílias e finalmente, na terceira apresenta-se a indicação de algumas pistas para o desenvolvimento do trabalho com famílias. Breve contextualizaçãoA família é um sujeito privilegiado de intervenção do Serviço Social desde os primórdios da profissão.No Brasil ele nasce vinculado aos movimentos de ação social
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