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Hélio Ziskind.O som e o sint.Uma trilha para O som e o sentido.CD integrante do livro.Rose Satiko Gitirana Hikiji Doutoranda do Departamento de Antropologia -USP Wisnik apresenta O som e o sentido.Uma outra história das músicas como "um livro para músicos e não-músicos", que "fala do uso humano do som e da história desse uso".São acordes iniciais que seduzem o ouvido antropológico a adentrar a obra.Cabe alertar que para os "não-músicos" a audição não será sempre melódica; às vezes, bastante ruidosa.Porém, a reedição do livro, lançado inicialmente em 1989, é ótima oportunidade para o encontro com as "vozes, silêncios, barulhos, acordes, tocatas e fugas" de diferentes sociedades e tempos.O som e o sentido é "uma outra história" porque não se restringe a uma lista e periodização de estilos e autores.É uma outra história "das músicas", abrange não somente a música tonal européia, mas as músicas de povos africanos, indianos, orientais e indígenas, entre outros, além da música ocidental de vanguarda do século XX.No primeiro capítulo "Som, ruído e silêncio", Wisnik desmonta o som em seus elementos constitutivos.Esclarece a física (onda sonora, freqüência) e introduz a antropologia do som: aproxima música e corpo, pulsação musical e pulso sangüíneo, respiração.Lembra que as categorias de andamento (andante, largo, allegro, vivace) são fundamentadas em disposições físicas e psicológicas; corpo e música estariam relacionados desde as partículas mínimas do som (o pulso) aos exercícios interpretativos na execução musical."O feto cresce no útero ao som do coração da mãe", "o ritmo está na base de todas as percepções", nota.Dessas imbricações se entende o "grande poder de atuação [da música] sobre o corpo e a
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