No open-access location is known for this record yet.
No open-access location is known for this record yet.
A partir de 1890, entre as várias medidas de reforma da instrução pública no Estado de São Paulo, foram criados os então chamados Grupos Escolares que viriam a provocar profundas modificações no sistema educacional brasileiro através de inovações nas práticas de ensino.Baseada nas experiências de países europeus e principalmente dos Estados Unidos, esta iniciativa fazia parte de um projeto mais amplo pretendido pelo recém-instituído regime republicano.Através de transformações profundas nos objetivos, na concepção educacional e na organização da escola, pretendia-se atingir a universalização do ensino e alinhar a nação, no que dizia respeito a um projeto educacional, com as propostas avançadas de outros países, nos quais esta experiência já era uma realidade.A implantação desta nova forma de escola provocou um entusiasmo na sociedade da época pois, além de satisfazer a necessidade de novas vagas escolares, dava resposta a um anseio de modernidade que identificava a democratização do ensino com a prosperidade do país.Os idealizadores das reformas educacionais acreditavam que seria imprescindível a renovação do ensino primário para atingir a pretendida reforma social.Esse é o tema do livro Templos de civilização, no qual a autora, Rosa Fátima de Souza, analisa a estrutura e a forma da escola primária criada no estado de São Paulo pelo projeto educacional republicano.Através do conceito de representações culturais observados em Roger Chartier, Rosa Fátima reconstrói a institucionalização de um modelo que, através da introdução de diversas inovações na escola primária, marcou uma nova realidade no Brasil, ajudando a legitimar o recém-inaugurado regime republicano
Loading…
Stored only when both papers are in the corpus — 54 citations exist upstream.
Imported from OpenAlex (CC0) — nothing here is generated.