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Este artigo analisa o processo de desenvolvimento econômico do setor agropecuário no Brasil no período de 1970 a 2000, destacando a sua desigualdade entre os estados da federação. Procura-se ressaltar a influência do estoque de capital físico (medido pela potência dos tratores c.v.) e do capital humano sobre o desenvolvimento agropecuário dos estados brasileiros. Com relação ao capital humano verifica-se que, de um modo geral, o nível de qualificação dos agricultores brasileiros é muito baixo, mesmo nos estados brasileiros mais desenvolvidos como São Paulo e Rio Grande do Sul, por exemplo. O menor nível de educação está nos estados nordestinos. Isso explica, em parte, o relativo atraso da agropecuária dessa região em relação à agropecuária dos demais estados. Constata-se, também, que a intensificação do uso de capital na agropecuária no Brasil vem crescendo em todos os estados a taxas superiores a 5% a.a. No entanto, pode-se verificar que foram justamente os estados nordestinos os que apresentaram, em termos relativos, as menores taxas de crescimento no uso de capital. Há, portanto, desequilíbrios regionais na agropecuária que não estão reduzindo por si próprios. No final, o artigo sugere medidas para diminuir as diferenças supracitadas.
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