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A partir da Base Conceitual do Artesanato Brasileiro, documento publicado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), e do Termo de Referência de Atuação do Sistema Sebrae no Artesanato, ambos publicados em 2010, busca-se problematizar a questão das classificações, e as lutas que estão em sua esteira, na canalização de valores e práticas no fazer artesanato. Tomado como aceite e consensual, o termo artesanato é lugar de disputas em sua tensão, em especial, com a arte e com o mercado. Deste modo, evidencia-se o papel e poder do Estado enquanto definidor dos sentidos legítimos que irão regular ações coordenadas de diferentes instâncias e, igualmente, dos indivíduos que se julgam e são julgados como artesãos. Assim, cabe perguntar: quais os embates presentes na definição de artesania e quais os posicionamentos de agentes seminais a respeito? Os citados documentos são o pano de fundo para evidenciar tais questões e, igualmente, as dificuldades e impasses do governo e do Sebrae, enquanto parceiros na tarefa de impulsionar o trabalho artesanal, e mesmo nos ajudam a discutir, ainda que introdutoriamente, os possíveis significados dessa parceria.Palavras-chave: artesanato, Estado, mercado.
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