Pontos de vista sobre a floresta amazônica: xamanismo e tradução
Abstract
O que é o trabalho xamânico na Amazônia de hoje? Como se pode entender, de forma mais geral, o florescimento do xamanismo e a extensão de sua clientela em situações de dominação colonial, desde pelo menos o século XVI? Que hierarquia de poderes e competências xamânicas e que formas específicas correspondem aos diferentes sistemas políticos e aos diversos nexos entre o local e o global? Por dever de ofício, cabe ao xamã o trabalho de tradução. Sugere-se que tradução deva ser entendida aqui em um sentido forte, benjaminiano, de procura de ressonâncias e reverberações entre sistemas e códigos diversos, e de totalização de pontos de vista parciais.
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Manuela Carneiro da Cunha (1998). Pontos de vista sobre a floresta amazônica: xamanismo e tradução. Mana. https://doi.org/10.1590/s0104-93131998000100001
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