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Na medida em que existem várias e não uma única fenomenologia, a metodologia fenomenológica de pesquisa em psicologia e psicopatologia sofre variações, de acordo com o pensamento filosófico que a sustenta. Este artigo descreve sucintamente a re-leitura que Merleau-Ponty realiza do pensamento de Husserl, apontando para seu potencial enquanto ferramenta crítica na pesquisa em psicopatologia. Propõe um enquadre a partir da perspectiva de múltiplos contornos, onde os pressupostos metodológicos incluem um instrumento que priorize a experiência, a utilização de variáveis descritivas e a hipótese como desconfiança, compreendendo esta metodologia como intimista, prestando-se, portanto, ao uso de vinhetas ou trechos das falas. Descreve uma análise fenomenológica mundana, de base merleau-pontyana onde, em vez de se buscar a essência, busca-se o significado da experiência vivida. Propõe, finalmente, o sair dos parênteses como última etapa de análise, onde o pesquisador deixa de praticar a redução fenomenológica para assumir sua posição mundana, evitando o pensamento de sobrevôo na forma de uma suposta neutralidade científica.
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