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Este é um livro virulento contra a alegada moralização contemporânea do turismo.(Do autor é apenas dito que lecciona no University College da Canterbury Christ Church em Kent, ficamos sem saber que disciplina, mas, pelo que se segue, não é decididamente antropologia).Na introdução escamoteia-se o facto de a argumentação não ser sustentada pelo "being there»"com a clássica citação "nothing human is foreign to me".É fácil esperar que se siga o desfiar do velho rosário contra o relativismo cultural que, como aqui se sustenta, está na base do novo turismo moral que impede os turistas de gozarem descontraidamente o seu tempo de lazer sem experimentarem sentimentos de culpa induzidos, em grande parte, pelos antropólogos.Na verdade, a antropologia aparece aqui como fazendo parte desse complot ou agenda empenhada em estragar o gozo dos turistas de massa -transformando-o numa missão -e impedir o desenvolvimento das populações visitadas (Butcher problematiza a noção de desenvolvimento sustentado, mas não a de desenvolvimento).Esta é a leitura irritada que se pode fazer da obra.Mas esqueçamos, por um momento, as críticas a que já nos vimos habituando e a visão fragmentada e distorcida da antropologia para reter algumas questões que, apesar de tudo, merecem atenção. 2 Do ponto de vista formal a obra é eficaz, com capítulos emoldurados por uma introdução e uma conclusão que explicitam e retomam argumentos que se reforçam e Jim Butcher, The Moralization of Tourism, Sun, Sand and… Saving the World Etnográfica, vol.11 (2) | 2007
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