Neste trabalho, Talal Asad reflete sobre a política no Egito contemporâneo e sua relação com a tradição islâmica.Tendo como pano de fundo a revolução egípcia de janeiro de 2011 e seus acontecimentos ulteriores, nomeadamente a hostilidade contra a Irmandade Muçulmana e seus apoiantes, o antropólogo olha não só para as imbricações entre a perspectiva secular moderna e o islã, mas essencialmente para os aspectos dessa tradição religiosa que, segundo os secularistas, são incompatíveis com o Estado soberano moderno.Assumindo uma posição crítica no que concerne à prática e ao discurso modernos -que visam enfraquecer a tradição islâmica -, Asad explora as possibilidades de reintegração dessa tradição no caminho democrático egípcio pós-2011, mas usando-o apenas como modelo de como os Estados liberais podem beneficiar de um tipo de corporização de costumes e princípios éticos oferecidos pela tradição.
Stored only when both papers are in the corpus — 174 citations exist upstream.
Imported from OpenAlex (CC0) — nothing here is generated.