No open-access location is known for this record yet.
No open-access location is known for this record yet.
Estruturada em tres partes, a obra ocupa-se em relacionar pangermanismo, nazismo e protestantismo, na tentativa de elucidar de que forma a insercao do grupo teuto se deu na realidade brasileira. Assim, na primeira parte, atraves do estudo do discurso jornalistico ligado aos teutos, a autora procura compreender a emergencia da “cultura germânica” no sul do Brasil. Cabe aqui salientar alguns pontos de referencia sobre a forma especifica com que os descendentes de alemaes compreendem sua relacao com a patria e com o Estado. Giralda Seyferth mostra isso de forma exemplar, ao estudar uma comunidade teuta em Santa Catarina. Segundo a autora, nao e estranho aos olhos dos alemaes e descendentes ter, concomitantemente, lealdade a dois paises distintos. Com termos e valores diferentes, este grupo social estabelece relacoes com sua patria de origem, ligada a seu sangue — a Alemanha —, e uma nova patria, que ocupa um lugar diferente em sua teia de significados sociais e culturais, justamente por ser o local geograficamente demarcado que os acolhe em dado momento — o Brasil. Os significados dos termos Estado — referente ao pais onde se vive —, e patria — concernente ao local de “origem” — marcam bem esta peculiaridade 2 . Compreende-se assim, como entao procura demonstrar Magalhaes, a possibilidade que se abre para o surgimento e a fomentacao de todo um discurso e de uma visao de mundo que pretende manter os descendentes de alemaes continuamente ligados a cultura e ao mundo de seus antepassados. E a autora de Pangermanismo e nazismo o faz de forma especialmente clara e coerente, ressaltando inclusive um ponto extremamente complexo e ambiguo deste assunto: o medo e, ao mesmo tempo, a admiracao pelos teutos. Os descendentes de outras etnias (portuguesa, por exemplo) viam nessa ligacao com a patria alema um perigo,
Loading…
Stored only when both papers are in the corpus — 11 citations exist upstream.
Papers that cite the same references — the relational fallback while embeddings are still backfilling.
Imported from OpenAlex (CC0) — nothing here is generated.