Doutorando em Sociologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal do Ceará.Pesquisador do Laboratório de Estudos da Oralidade (LEO-UFC) e do Laboratório de Estudos da Violência (LEV-UFC). Os paradoxos de uma hiperconexãoA experiência de mudança nos registros do tempo e do espaço, produzindo uma espécie de "avizinhamento" de partes antes remotas do mundo, definitivamente, não é algo novo, produto específi co da contemporaneidade.Diversos pensadores já sinalizaram que tal "movimento totalizante" 1 possui uma história, tendo como raízes a expansão do capitalismo e o advento e consolidação das sociedades industriais, eventos localizados entre os séculos XV-XIX.O que é interessante perceber, no entanto, é a radicalização deste "estreitamento" do mundo na atualidade, culminando, talvez, na produção de um espaço de "hiperconexão" 2 , de extrema mobilidade, que não mais se restringe às pessoas, mas que engloba, também, produtos, imagens, informações e, até, desperdí-
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