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1 Il faut que le passé soit mort pour ressurgir esthétiquement Edgar Morin Introdução Na última década, a procura e o consumo de património conheceram um crescimento extraordinário.Não menos impressionante tem sido a expansão da oferta, por via da multiplicação de cidades históricas que visam satisfazer essa procura (Ashworth e Tunbridge, 2000).A consolidação de um mercado urbano de lazeres e a expansão e segmentação da indústria turística são dois fenómenos indissociáveis desta realidade.Presentemente, nada parece vender tão bem como o passado (Lowenthal, 1989), e muitas cidades, tornadas "cidades-empresa" ou "cidades-espectáculo" pelo poder político dominante, converteram-no na principal matéria-prima para criarem um estilo, um look, uma mais-valia económica, simbólica ou política com que alimentam o mercado turísticocultural.Esta apropriação e comercialização do passado coloca-nos perante episódios de folclorização vocacionados para a construção de imagens e experiências que, por sua vez, configuram novas atmosferas urbanas onde o passado é seleccionado e reencantado e o futuro aparece, com frequência, idealizado.Seguindo a citação acima de Morin, diríamos
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