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Ao Coordenador do programa, Prof. Doutor Valdir Machado Valadão Júnior, pelas constantes demonstrações de paixão pela profissão, pelas preciosas contribuições e por sempre ter me tratado tão bem; À FAGEN, por existir, por ter me recebido de forma acolhedora e por tudo que aprendi nestes anos de mestrado.Eu não poderia ter escolhido programa melhor; À Família: meus pais; meu irmão; minhas irmãs; meus sobrinhos; minhas sobrinhas e todos os agregados à família, pelo incentivo, confiança e ajuda durante o mestrado e toda a vida; Ao Ilson, pela companhia, compreensão, apoio e encorajamento, por me fazer enxergar que a gravidade nos puxa pra baixo, mas não nos impede de emergir, e que lutando contra ela nos fortalecemos; Ao Instituto Federal de Goiás por todo o apoio; À Mírlia Renata, por ter me desafiado e encorajado, pois, assim, pude descobrir as dificuldades, as superações e as satisfações que sempre achei que não eram para mim;Aos Professores e às Professoras do Mestrado, por tudo; A Todos que ajudaram e contribuíram durante o mestrado: colegas de mestrado; de trabalho e demais amigos e amigas que se fizeram presentes, e àqueles fiéis companheiros que trouxeram leveza e graça nos momentos mais difíceis: Branquinho, Chorão e Mudinho;A quem se dispuser a ler.Em tempo, a escolha pela impressão em papel reciclado é decorrente de minha visão social, na qual não existe dissociação entre sustentabilidade ambiental, social e econômica.Acredito no uso racional dos recursos.Fonte: Dalcio (2015). RESUMOO trabalho escravo no mundo, apesar de sua abolição, ainda existe.Em um novo contexto sóciohistórico, as correntes e senzalas foram deixadas para trás, e, atualmente, os trabalhadores são aliciados, sujeitados a condições degradantes e têm seus direitos cerceados.O trabalho escravo contemporâneo tem emergido como tema de pesquisa nos Estudos Organizacionais desde o início dos anos 2000, chamando atenção para lacunas a serem preenchidas sobre o modo como as organizações, no mundo todo, utilizam essa prática.O trabalho escravo contemporâneo é encontrado nas mais diversas atividades econômicas, desde carvoarias até indústrias têxteis ou mesmo comércios.Nesta dissertação, incorporamos a discussão sobre consumo ao campo dos Estudos Organizacionais, abordando a escravidão moderna, procurando entender o ponto de vista de consumidores sobre a temática, ou seja, pesquisamos as interpretações de consumidores quanto ao trabalho escravo na indústria da moda.Nosso objetivo é analisar a construção argumentativa de consumidores de moda na decisão de aquisição ou não de produtos produzidos por empresas do ramo da moda que foram denunciadas pela utilização de trabalho escravo.Adotamos a indústria da moda como foco de pesquisa porque ela obscurece a reflexão dos consumidores que, ao fazerem suas compras, sentem-se como que entrando em outro mundo: de beleza e fantasia, em busca da sua própria satisfação.Soma-se a isso o fato de a indústria da moda brasileira ser uma das maiores do mundo (ABIT, 2015), existindo no país uma força simbólica muito presente.Realizamos uma pesquisa do tipo qualitativa, utilizando de entrevistas semiestruturadas com 35 consumidores para identificar os seus argumentos de acordo com os critérios definidos por Liakopoulos (2002): dados, proposições, garantias, apoios e refutações.Os dados são as afirmações utilizadas pelos entrevistados de forma categórica, estão claras nas entrevistas.As proposições são o que qualifica e justifica o dado utilizado.As garantias estão relacionadas à natureza dos dados, é o que dá sentido ao dado e apresentam-se de forma implícita na fala dos entrevistados.Os apoios são premissas universais apresentadas com o objetivo de legitimar os argumentos.As refutações, quando presentes, são a contestação do argumento.Como resultados, encontramos consumidores que desenvolveram argumentos de pró-consumo e anticonsumo e que defenderam ideias sobre a responsabilidade de diferentes atores quanto à existência e combate a esta prática.A partir das duas categorias: (1) pró-consumo -consomem, apesar das denúncias e (2) anticonsumo -não consomem, por causa das denúncias, identificamos as seguintes linhas argumentativas: ceticismo, atribuição de culpa e engajamento moral.Ao final, apresentamos a construção argumentativa dos entrevistados e analisamos os resultados obtidos.
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