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Este estudo tem como objetivo realizar uma revisão integrativa de artigos nacionais e internacionais sobre o tema da transição para a paternidade publicados entre 2006 e 2014. Foram consultadas as bases de dados EBSCO, PsycINFO, SciELO Regional e PEPSIC, resultando em 25 artigos indexados, que foram analisados em relação ao ano de publicação, país, metodologia, temática e resultados. Os resultados foram agrupados em quatro grandes grupos, intitulados: “o pai consigo mesmo”, “o pai, a mãe e o bebê”, “o pai e a rede de apoio formal” e “o pai, o trabalho e a sociedade”. No grupo, “o pai consigo mesmo”, destaca-se a vivência da paternidade como uma revolução interna, acompanhada de intensa sobrecarga emocional, ambivalência, solidão e idealização da relação pai-bebê. No grupo, “o pai, a mãe e o bebê”, percebe-se uma intensa transformação na vida conjugal, no qual o pai tende a ser mais ativo na relação com o bebê, porém modulado pela presença materna. No grupo “o pai, o trabalho e a sociedade”, percebemos a falta de preparo dos profissionais para lidar com as demandas paternas, bem como a inexistência de políticas sociais e de saúde voltadas à relação pai-bebê. No grupo “o pai, o trabalho e a sociedade”, destacamos o uso de redes informais de apoio e o surgimento de modelos horizontais de identificação paterna. Foram discutidos tendências e hiatos nas pesquisas atuais no campo da transição para a paternidade, no sentido da constituição de um novo pai.
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