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O objetivo deste artigo foi identificar a influência da sustentabilidade empresarial na compensação dos gestores das empresas brasileiras não financeiras da BM&FBOVESPA de 2009 a 2013. Entende-se que o estudo da compensação dos gestores e da sustentabilidade empresarial proporciona reflexões sobre os problemas decorrentes da Teoria de Agência, bem como permite visualizar a teoria dos Stakeholders e a busca pelo valor em longo prazo. Para o desenvolvimento deste trabalho, espera-se que as empresas que estão listadas no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBOVESPA concedam melhores remunerações a seus administradores. Dessa forma, foi utilizado o método de regressão com dados em painel, com estimação por efeitos fixos, com a finalidade de testar a relação existente entre as variáveis propostas. Como resultados principais, notou-se relação positiva e estatisticamente significativa da remuneração total dos gestores com o ISE, com a variável de qualidade da governança corporativa (empresas listadas no Novo Mercado) e com o valor de mercado (market-to-book). Ademais, observou-se uma relação negativa da remuneração total dos administradores com a volatilidade dos retornos. Desse modo, pode-se inferir que as empresas mais sustentáveis tendem a conceder maiores remunerações a seus gestores, o que corrobora a hipótese central da pesquisa e os pressupostos da teoria dos Stakeholders.
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