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A paternidade implica uma experiência complexa – quando exercida em um tempo em que seu lugar e suas atribuições não se mostram tão claramente, transforma-se em vivência ainda mais inquietante. Diante disso, o presente trabalho surge com a proposta de discutir como a paternidade está sendo compreendida na contemporaneidade pelas ciências humanas e da saúde no Brasil. Assim, foi realizada uma revisão de literatura com a utilização das publicações disponíveis na base de dados Scientific Electronic Library Online, SciELO, a partir da qual procurou-se estabelecer um diálogo entre os vários autores que trataram da questão no período compreendido entre 1998 e 2008 no País, abrindo perspectivas diversas para a pesquisa e reflexões teóricas. Dessa forma, identificou-se que a concepção de paternidade passa por transformações que resultam em uma forma de ser pai mais sensível e participante. Nessa nova paternidade, amplia-se a possibilidade de efetivo envolvimento com o filho e, a partir disso, a possibilidade de construir-se enquanto sujeito. No entanto, deve-se mencionar que exigências anteriores ainda fazem parte da nova paternidade. O ser pai atualmente engloba rupturas e continuidades com o modelo tradicional, o que permite que as duas formas de exercê-lo possam estar presentes ao mesmo tempo. Desse modo, pode-se dizer que a paternidade contemporânea exige uma reinvenção do caminho que um pai deve trilhar.
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