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Vivemos numa sociedade cada vez mais tecnológica e digital. Sendo uma tendência mainstream são expectáveis impactos também para o sector dos museus. De que forma é que esta transformação se tem reflectido na redefinição dos perfis dos profissionais de museus? Que novas competências são necessárias ou expectáveis? Há alterações ou actualizações a fazer? Perspectivam-se novos perfis de profissionais? Que perfil de formação? Que diagnóstico é possível fazer? Estas são algumas das interrogações que estão na génese do projecto Mu.Sa – Museum Sector Alliance (2016-2019), um projecto apoiado pelo Programa Erasmus + que aborda a escassez de competências digitais e transferíveis nas profissões museais, através da construção de um conjunto de ferramentas educativas que promovam a formação profissional contínua. Neste pequeno artigo discutimos o racional do projecto, os seus objectivos e metodologias, assim como alguns dos resultados da investigação desenvolvida em Portugal, Grécia e Itália na primeira fase do projecto. Entre outros aspectos, a investigação evidenciou uma experiência muito fragmentada e pouco estruturada nos três países em termos de transformação digital, que se deve, em parte, a diferentes contextos (políticas, governança) e à limitação de investimento nos recursos necessários (financeiros, infraestruturais, técnicos, tecnológicos), incluindo os recursos humanos e o reforço das competências digitais nas equipas de museus de uma forma transversal. A necessidade de formação profissional contínua foi um outro aspecto reconhecido nos três países, tendo sido identificados quatro perfis profissionais emergentes no sector dos museus. O desenvolvimento de programas de formação no quadro do projecto Mu.Sa pode contribuir para a capacitação das equipas de museus e, consequentemente, ajudar os museus a abraçar a transformação digital com maior proficiência e agilidade.
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