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O impacto de plataformas sociais e empresas de tecnologia no jornalismo americano está sendo maior do que o da migração do impresso para o digital. Empresas como Facebook, Snapchat, Google e Twitter estão assumindo cada vez mais funções de meios de comunicação tradicionais, o que levanta sérias dúvidas sobre a sobrevivência financeira do jornalismo no futuro. Hoje, plataformas já não exercem apenas o papel de canal de distribuição – mas determinam o que o público vê, quem é remunerado por essa audiência e até que formato e gênero de jornalismo emplacam. Editores continuam a transferir a maior parte do jornalismo que produzem a plataformas de terceiros, mesmo sem a garantia de que o investimento vá dar retorno. Em certas organizações jornalísticas, a publicação deixou de ser a principal atividade – tendência que deve seguir firme à medida que mais meios abrem mão do papel tradicional de editor. O relatório a seguir, parte de um trabalho contínuo de pesquisa do Tow Center for Digital Journalism, da Columbia Journalism School, traça a convergência entre jornalismo e plataformas digitais. No intervalo de 20 anos, o modelo de negócios e de distribuição do jornalismo sofreu três mudanças importantes: a migração do analógico para o digital, o advento de mídias sociais e, hoje, a primazia do mobile. Nessa última virada, grandes empresas de tecnologia passaram a dominar o mercado em termos de audiência e publicidade e obrigaram meios de comunicação a repensar processos e estruturas.
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