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The takeover of social policy by financialization: the Brazilian paradox, de autoria de Lena Lavinas, Professora Titular do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Pesquisadora do CNPq, constitui seu mais recente trabalho no âmbito das pesquisas sobre o fenômeno da financeirização das economias atuais, notadamente, no que concerne ao caso brasileiro.Trata-se de uma obra pioneira tanto pela temática desenvolvida quanto pela originalidade dos resultados alcançados.Sua vasta produção científica a tornou conhecida por suas análises consistentes dos fatores estruturais que reproduzem os obstáculos endógenos ao desenvolvimento social brasileiro.Nesse campo, os trabalhos não são apenas profícuos, são igualmente numerosos, versando sobre a formulação de políticas sociais e seus efeitos sobre as desigualdades que marcam a economia e sociedade brasileiras.A primeira geração de trabalhos dedicados à financeirização da economia brasileira mantevese no âmbito das análises macroeconômicas, focando os impactos desse fenômeno para o crescimento econômico e para assim chamada "financeirização da riqueza", numa ótica que se pode considerar keynesiano-marxista e estruturalista.Na segunda geração, os trabalhos mobilizaram as abordagens institucionalistas, particularmente os aportes da Teoria da Regulação, combinadas com análises econométricas para explicitar o modo como a acumulação rentista-financeira reduzia a taxa de investimento e impedia o desenvolvimento sustentável da acumulação de capital fixo produtivo, particularmente, o industrial.Com a publicação desse livro, Lavinas inaugura a terceira geração, dessa vez com uma nova problemática que nos atinge de modo ainda mais incisivo, pois integra e reatualiza as preocupações das duas gerações de trabalhos anteriores diretamente no âmbito social e das relações Estado-sociedadeeconomia.A dimensão que estava implícita ou apenas sugerida nas pesquisas anteriores surge agora como objeto de pesquisa plenamente constituído e analisado em suas principais consequências para a sociedade: a financeirização da política social.A expressão mais contundente da subordinação dos Estados nacionais às exigências de rentabilidade e revalorização mercantil que a alta finança, detentores de capital e grandes grupos empresariais, cujas atividades tornaram-se, por assim dizer, "transsetoriais", impõem à sociedade e às suas instituições.
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