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Testimony to the Committee of Economic, Industrial and Trade Development of the House of Deputies.A economia brasileira encontra-se estagnada há 24 anos, merecendo esse período ser denominado como a Grande Crise.Iniciada em 1980, essa crise não tem precedente na História do Brasil independente: jamais sua renda per capita cresceu menos de um por cento ao ano durante um período tão longo.Em conseqüência, a economia é incapaz de absorver o crescimento da população, e a taxa de desemprego aumenta ano a ano.Quais as razões desse desastre?Para as compreendermos, é preciso dividir o período em duas partes.Entre 1980 e 1994, a Grande Crise está diretamente relacionada com a crise da dívida externa e com a crise fiscal e se expressa em altas taxas de inflação.A crise da dívida externa é uma crise de solvência da nação como um todo, enquanto a crise fiscal é uma crise do Estado, que traduz o esgotamento do modelo de substituição de importações.Mal ou bem, esses problemas foram enfrentados nos anos 1980 e início dos anos 1990, de forma que estavam razoavelmente equacionados quando o Plano Real afinal logrou estabilizar a alta inflação.A reforma da economia brasileira começou com a bem-sucedida desvalorização cambial de 1983, a partir da qual produziram-se elevados superávits comerciais, teve prosseguimento com a reforma financeira do Ministério da Fazenda que acabou com a multiplicidade de orçamentos (1983)(1984)(1985)(1986)(1987); continuou com a renegociação da dívida e a abertura comercial, ambas políticas iniciadas em 1987 e terminadas no início dos anos 1990; e completou-se com a neutralização da inércia inflacionária pelo Plano Real em 1994.Após a estabilização dos preços, era de se esperar que a economia retomasse o desenvolvimento.
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