Resumen As comunidades rurais e indígenas assumem uma responsabilidade crescente pela conservação ambiental na América Latina. No Brasil, essas comunidades estão mediando compromissos com atores cujas expectativas de gestão ambiental frequentemente negligenciam seus anseios de vida e aspirações de bem‐estar. Com base no trabalho de campo etnográfico com ribeirinhos na Reserva Gurupá‐Melgaço, no Pará, descrevo como os jovens conciliam seus desejos com as expectativas e discursos de “tradicionalidade.” À medida que as cidades pequenas se urbanizam e o transporte melhora, eles têm maior mobilidade para buscar educação e emprego fora da reserva. Esses jovens continuam a contribuir com suas comunidades rurais, porém suas expectativas de vida rural estão mudando. Eu argumento que os jovens da Amazônia desejam autonomia para se engajar criativamente com áreas rurais e urbanas, meios de subsistência diversos, novas tecnologias e mercadorias tanto para satisfazer suas aspirações por uma “boa vida” como para desafiar noções convencionais de “tradicionalidade.” [circulação rural‐urbana, Amazônia, middle ground, populações tradicionais, povos indígenas, cultura dos jovens]
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