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visitante em Princeton, elabora uma reflexão sistemática sobre a constituição histórica e cultural brasileira, mais especificamente a partir do viés do autoritatismo, que, bastante aflorado no presente,tem raízes profundas, que fizeram rizoma ao longo do tempo.Publicado em 2019, pela Editora Companhia das Letras, constituído por 273 páginas, o livro inicia com breve introdução: "História não é bula de remédio".Essa parte inicial é seguida de oito capítulos, abordando os elementos que constituem as raízes do autoritarismo brasileiro, a saber: Escravisdão e racismo; Mandonismo; Patrimonialismo; Corrupção; Desigualdade social; Violência; Raça e gênero; Intolerância, seguidos das considerações finais: "Quando o fim é também o começo: nossos fantasmas do presente".De texto bastante denso, a obra é indicada para todas as pessoas que estejam interessadas na compreensão da sociedade atual.No decorrer da obra, Lilia Moritz Schwarcz nos conduz da superfície ao subterrâneo, do presente ao passado, trazendo para o centro da discussão uma analítica do já vivido, para que possamos nos "lembrar".Uma boa parcela do cotidiano que hoje experimentamos resulta de processos sociais, culturais, econômicos e discursivos de nosso passado.Desse modo, como destaca Schwarcz (2019, p.20), lembrar do passado é "[...] a melhor maneira de repensar o presente e não 'esquecer' de projetar o futuro".Claro que, como bem enunciado no título do capítulo introdutório, a história não é bula de remédio, porém, é sempre sábio buscar, no passado, explicações para problemas atuais, que se encontram bem perto de nós , nos envolvem e condicionam.O passado, portanto, pode nos ajudar a entender aspectos importantes da atual organização social e cultural, pois ajuda "a tirar o véu do espanto e a produzir uma discussão mais crítica sobre nosso passado, nosso presente e sonho de futuro" (SCHWARCZ, 2019, p.26).
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