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Este artigo apresenta uma reflexão teórica para estudar os processos de aprendizagem-desenvolvimento no trabalho em ambientes de formação que confrontam intencionalmente o formando com o mundo dos outros. Estes ambientes, concebidos a partir de filmes de trabalho real ou de observação em situação de simulação e/ou práticas acompanhadas, exigem a articulação de processos miméticos, reflexivos, projetivos e lúdicos. Durante o período 2011-2020, foram realizados três estudos relativos a situações de formação em vídeo e/ou simulação em diferentes áreas profissionais (formação de professores, parteiras, chefes de equipa) no quadro de um programa de pesquisa empírica conhecido como o “Curso de ação” ou de “antropologia cultural ativa”. Um modelo teórico foi desenvolvido para dar conta desses processos silenciosos e complexos de mimese social que ligam experiências vividas pelos atores (imersão, imitação, emulação, ser semelhante, representação, antecipação). Essa redução teórica baseada na hexatomia da unidade de ação abre pistas metodológicas que permitem compreender melhor as dimensões implícitas da atividade corporal e sensível, muito presentes nessa relação com o mundo dos outros, e, ao mesmo tempo, compreender melhor as condições de performatividade da ação (mimese como recuperação criativa vs mimetização como cópia da realidade).
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