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O presente artigo pretende investigar a relação entre paisagem e memória no romance I Vecchi e i Giovani, de Luigi Pirandello, e como essa interação se relaciona com o sujeito siciliano, analisando os casos dos personagens Mauro Mortara e Dom Ippolito Laurentano. Antes de chegar a esse ponto da discussão, no entanto, serão realizadas análises da poesia árabe-siciliana de Ibn Ḥamdîs, poeta que precisou partir para o exílio quando a Sicília fora reconquistada pelos europeus e que sobre a ilha escreveu versos cheios de nostalgia e sofrimento. A intenção aqui é restituir Ḥamdîs ao seu devido lugar dentro da literatura siciliana/italiana e observar conexões entre a sua poesia e o romance de Pirandello. Entendendo que a paisagem siciliana é resultado de uma sedimentação histórico-cultural milenar e o siciliano um sujeito nostálgico, a sua ligação com a própria terra será paradoxal: ora de apego exacerbado, ora de repulsa, relembrando aquilo que o poeta latino Ovídio imortalizara nos versos Nec sine te nec tecum vivere possum [Nem contigo, nem sem ti posso viver].
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