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Com base na fecunda interface entre três campos — os Science Studies, a geografia do risco e a gestão do conhecimento — este artigo salienta em primeiro lugar que a falta de compreensão das relações entre mapas, territórios e riscos é uma consequência desafortunada da maneira com que o impulso de mapear foi interpretado no período moderno. Assim, considerando o advento da navegação digital, o artigo discute uma interpretação muito diferente do empreendimento cartográfico, que permite distinguir entre o uso mimético e o uso navegacional dos mapas. Consequentemente, sugerimos que os mapas podem ser considerados como painéis de uma interface de cálculo que permite apontar para sinais sucessivos ao movimentar-se no mundo, no famoso multiverso de William James. Esta distinção, afirmamos, pode de um lado ajudar a geografia a compreender a ideia de risco, e, de outro, ajudar a libertar a geografia da sua fascinação pelo mapa de base ao permitir que todo um novo jogo de caraterísticas como antecipação, participação, reflexividade e retroalimentação seja incluído na definição navegacional dos mapas.
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