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[pt] Em 1960, Pier Paolo Pasolini publicou pela editora Einaudi seu livro de ensaios poéticos, intitulado Passione e Ideologia. Essa obra reflete a relação afetiva e intelectual do autor com a poesia dialetal italiana. Partindo do recolhimento dos cantos dialetais feitos por folcloristas do Oitocento, tais como Pitrè, Tommaseo e Nigra, Pasolini elucubrou a poesia dialetal como a poesia popular italiana por excelência. Nesse sentido, pretende-se demonstrar como Pasolini, mediado pela leitura dos trabalhos dos críticos Benedetto Croce e Gianfranco Contini, promoveu um mapeamento das principais referências que justificariam as possíveis afinidades da poesia em dialeto com a poesia dita popular. Autores como Dante, Vico, Rousseau, Herder e Giovanni Pascoli foram mobilizados por ele dentre aqueles que pensavam a poesia como sendo a primeira linguagem entre os homens, sendo ela proveniente do vulgo e, sobretudo, como fruto de uma atividade sentida e imaginada.
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