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INTRODUÇÃOEm 1998, no artigo sobre o mito do falante nativo, Thiru Kandiah discute as várias manifestações do conceito na virada do novo milênio.Ele cita outro linguista, Thomas Paikeday, segundo o qual o termo deveria ser entendido como designador de um usuário proficiente de uma língua (1985, p. 87).Ao comentar a proposta, Kandiah observa: "É muito bom declarar que 'o uso deve sempre reinar supremo' [PAIKEDAY, 1985, p. 12], mas as questões permanecem: 'uso de quem e por quê?'" 1 (KANDIAH, 1998, p. 91).Essas perguntas mostram-se especialmente relevantes na pesquisa de populações de falantes que não se encaixam no grupo mais comumente estudado por linguistas, nomeadamente o grupo monolíngue, jovem, disponível e letrado (PO-LINSKY, 2018, p. 27-28).O jeito de falar da população que corresponde a essa descri-
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