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Por meio de quatro coleções visuais tomadas de murais urbanos durante deambulações etnográficas pelo Cairo após os eventos da Revolução Egípcia de 2011, o artigo busca abrir especulações sobre algumas teses despertas pelos gravurismos parietais egípcios contemporâneos através de suas relações pregnantes com a face, com uma teoria do sujeito e com a verdade histórica. Ao intencionar abordar alguns desses experimentos pictóricos baseados nos rostos de jovens manifestantes e de anônimos, ressalta-se que, em vez da máquina abstrata da rostificação do agente revolucionário, os murais egípcios atribuíram à figurabilidade do rosto humano a condição metapolítica de ser qualquer um, sujeito existente para além das segmentações das lutas morais pelo reconhecimento.
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