Durante os 500 anos de Brasil, primeiro como colônia, depois como nação independente, o destino dos povos indígenas tem sido objeto de planificações oficiais que se revelam não apenas como tentativas racionais de conquista de território e gentes, mas como manifestações incontidas dos anseios de grandeza e das angústias e incertezas que a alteridade radical contrapõe às certezas de estado. O trabalho explora o espírito e a letra de alguns projetos de Brasil sob o prisma da política indigenista, focalizando no frustrado projeto de José Bonifácio de Andrada e Silva para a primeira constituição do Brasil pós-independência. Aponta também as inspirações históricas desse projeto, bem como a sua influência em projetos posteriores na era republicana até à Constituição de 1988.
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