Estudiosos têm oscilado há séculos entre duas avaliações opostas do papel da poética na vida social. Uma longa tradição de pensamento sobre linguagem e sociedade argumenta que a arte verbal oferece uma força dinâmica central na configuração das estruturas lingüísticas e nos estudos de lingüística. Este ponto de vista emerge claramente nos textos de Vico, Herder, e Von Humbolt. As considerações de Sapir, dos “formalistas” russos, e de membros da Escola de Praga sobre o papel da poética, contribuíram para o desenvolvimento dos estudos de performance e etnopoética nas últimas duas décadas. Noentanto, a poética tem sido freqüentemente marginalizada por antropólogos e lingüistas que crêem que os usos estéticos da linguagem são meramente parasitários de áreas “centrais” da lingüística, como a fonologia, sintaxe e semântica, ou de campos da antropologia como a economia e a organização social.
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