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Observamos em outros números desta série (Vergara e Caldas, 2005) que, a despeito da predominância da ortodoxia funcionalista no campo de estudos organizacionais, ao menos desde o final da década de 1980, vertentes de resistência têm surgido para enfrentar tal hegemonia na área.Por um lado, ainda mais próximo do que Burrell e Morgan (1979) chamariam de "sociologia da regulação", surge a alternativa interpretacionista, à qual dedicamos um número da série.Por outro, afastando-se da sociologia da regulação, surgem a teoria crítica das organizações -mais orientada à mudança social -e, mais recentemente, abordagens pós-modernas em estudos organizacionais, cuja alocação nos quadrantes de Burrell e Morgan é problemática, pois, embora surja da contradição à ortodoxia positivista, nega igualmente a teoria crítica e os modelos mais radicais.Neste último número da série, oferecemos aos vários docentes que não tiveram até hoje muito acesso a tais abordagens críticas e pós-modernas uma primeira aproximação às alternativas epistemológicas mais recentes ao mainstream funcionalista.A eles dirigimos esta introdução, com o pedido de escusas aos muitos já iniciados, para quem ela parecerá um tanto básica.Além de introduzir os dois textos incluídos neste número como amostras da produção acadêmica crítica (no caso do texto de Valérie Fournier e Chris Grey) e da pós-moderna (artigo de Robert Cooper e Gibson Burrell), objetivamos aqui oferecer uma primeira aproximação a tais tradições alternativas, procurando mostrar as diferenças entre as duas TEORIA
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