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Por muito tempo, a velhice foi quase exclusivamente entendida como um período de vida relacionado ao aumento da ocorrência da doença e da incapacidade funcional. No entanto, um envelhecimento bem-sucedido tem sido proposto por reconhecidas teorias psicológicas, apresentando oportunidades para a otimização contínua do desenvolvimento humano, muito além dos níveis de morbidade. Porém, há falta de evidência sobre as crenças e conceitos dos idosos sobre a experiência de envelhecimento, saúde e doença. Portanto, a presente investigação tem por objetivo explorar os sentidos de pessoas idosas sobre saúde e doença, com base nos princípios da epistemologia qualitativa propostos por González Rey. Foram selecionadas como participantes seis mulheres idosas, integrantes do Projeto Sênior para a Vida Ativa. O estudo demonstrou que a sensação de saúde parece estar ligada à independência na realização de papéis sociais e na possibilidade de alcançar objetivos de vida, enquanto, a doença aparece associada ao "ser velho" e sua subjetivação resulta na negação do envelhecimento. Fica claro o valor dado à atividade física na melhora da saúde para as idosas investigadas, e é importante destacar que essa valorização não esteve presente ao longo da vida de todas as idosas estudadas, sendo construídas algumas na infância, outras após a idade adulta, e outras, ainda, com o Projeto Sênior.
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