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RESUMO O ensaio “Vers une musique informelle” (1961) é uma das mais conhecidas (e talvez mal compreendidas) contribuições da reflexão musical de Adorno, certamente um dos maiores legados de sua filosofia da música. Este artigo procura, em um primeiro momento, especificar o sentido crítico da contribuição conceitual de Adorno, que visava à superação dos impasses e da alternativa entre pensamento motívico-temático e pensamento serial nas práticas composicionais de época. Em seguida, descreve a intenção propositiva de Adorno ao encaminhar uma “teoria material das formas”, teoria que, na realidade, havia sido concretizada na monografia sobre Mahler, publicada no ano anterior ao ensaio. Por fim, busca evidenciar a atualidade do conceito de música informal, questionando, por um lado, a leitura de Fredric Jameson e, por outro, examinando brevemente os procedimentos de dois compositores contemporâneos cujo teor remete ao conceito adorniano: Helmut Lachenmann e Wolfgang Rihm.
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